Como as empresas garantem a Continuidade do seu Negócio em Portugal

As empresas portuguesas estão preparadas para enfrentar um evento disruptivo nas suas operações? A maioria encontra-se num nível de maturidade “reativo”, sem planos claros para minimizar impactos ou retomar rapidamente atividades críticas após uma interrupção.

O cenário atual

Muitos negócios sobrevivem a crises. No entanto, o custo da falta de preparação quase nunca é contabilizado – e pode ser surpreendente. Sem Planos de Continuidade de Negócio (PCN) testados e atualizados, cada minuto de hesitação traduz-se em perdas de receita, reputação e competitividade.

Em Portugal, a maioria das grandes empresas já possui algum tipo de PCN formal embora a maturidade dos seus Sistemas de Gestão da Continuidade de Negócio (GCN) seja muito variável:

  • Sistemas maduros: PCN robustos, equipas dedicadas à GCN, exercícios de teste regulares e métricas de desempenho;
  • Sistemas embrionários: PCN descentralizados, sem recurso a Business Impact Analysis (BIA), ausência de standards transversais, falta de revisão periódica e de exercícios práticos.

A obsolescência dos planos e a inexistência de exercícios de teste são dois dos maiores impedimentos à eficácia de um Sistema de GCN.

A tendência da GCN

A nível mundial, a Gestão de Continuidade de Negócio tem vindo a evoluir de uma vertente de Gestão de Risco para uma disciplina autónoma e transversal às organizações, impulsionada pelo aumento de catástrofes naturais, exigências regulatórias e pelo foco crescente em cibersegurança.

Em Portugal não é diferente: as empresas pioneiras confirmam que a Gestão de Continuidade de Negócio cresce em importância, ganha governance própria — com políticas centralizadas, orçamentos dedicados e KPI específicos — e passa a integrar processos centrais de decisão, do planeamento estratégico à avaliação de investimentos em infraestruturas de recuperação.

Plano de ação para a resiliência organizacional

Todas as empresas já têm alguma prática de Continuidade de Negócio — seja pela diversificação de fornecedores, identificação de substitutos para pessoas críticas ou procedimentos básicos de recuperação. O desafio está em estruturar e gerir essas práticas para garantir uma resposta célere em caso de crise. Os Sistemas de Gestão de Continuidade de Negócio promovem essa organização.

Para garantir que a GCN da organização está no caminho certo, é fundamental a realização de um diagnóstico estruturado das práticas atuais. Esse assessment deve:

  1. Avaliar o nível de maturidade das práticas de GCN;
  2. Mapear forças e lacunas seguindo o framework da ISO 22301;
  3. Priorizar iniciativas de melhoria.

Com esta informação, é possível definir a estratégia ideal para implementar ou reforçar o Sistema de Gestão de Continuidade de Negócio, assegurando a verdadeira resiliência do negócio.

We use cookies to give you the best experience.